Aspectos psicossociais das doenças sexualmente transmissíveis

Relatam Kolondy, Master e Jonhson que a maioria das pessoas reage à notícia de que estão com uma DST, com incredulidade e raiva.

Infelizmente, algumas pessoas mostram-se tão relutantes em admitir que possam estar com uma DST, que adiam a ida ao médico como meio de negar a realidade da situação, como se fingir que uma doença não existe a fizesse ir embora, visto que a maioria dos sintomas das DST desaparecem em poucas semanas, esses indivíduos enganam a si mesmos pensando que “afinal de contas não foi nada”: continuam a abrigar a doença no corpo e expõe também os parceiros sexuais ao risco de uma infecção.

Algumas pessoas relutam em ir a um médico quando apresentam sintomas de uma possível DST, porque têm receio de receber um sermão ou preocupam-se com o sigilo com que o caso será tratado.

Nem sempre uma infecção ou outra alteração nos órgãos genitais interfere na sexualidade do indivíduo acometido ou de seu parceiro sexual. Tal aspecto varia para cada pessoa onde sofre influência do tipo da doença adquirida, da reação emocional desencadeada em si e/ou em seu parceiro, possibilidade de atenção médica, psicológica, social adequada e rápida, da possibilidade imediata de diagnóstico, tratamento e acompanhamento, segurança na confiabilidade do atendimento, entre outros.

Embora as DST normalmente não interfiram com o componente físico da atividade sexual, algumas pessoas se veem com dificuldades sexuais devidos aos efeitos psicológicos trazidos pela descoberta de que estão com uma DST. Muitas vezes, esses indivíduos sentem-se culpados e constrangidos em relação ao que aconteceu.

Por vezes, concluem que a doença foi uma maneira de Deus adverti-los ou puni-los por transgressões sexuais. Visto que igualam sexo a pecado, não é de surpreender que essas pessoas manifestam, ocasionalmente, inibições sexuais.

Para que as pessoas possam pensar com naturalidade a respeito do sexo, é necessário que tenham recebido orientação e informações sobre sexualidade e que essas informações tenham sido passadas adequadamente, a fim de que se possa dizer que os indivíduos, que as receberam, foram educados sexualmente.

Cancro Mole

O que é?

O cancro mole pode ser chamado de cancro venéreo, mas seu nome mais popular é “cavalo”. Provocado pela bactéria Haemophilus ducreyi, é mais frequente nas regiões tropicais, como o Brasil.

Formas de contágio

A transmissão ocorre pela relação sexual com uma pessoa infectada, sendo o uso da camisinha a melhor forma de prevenção.

Sinais e sintomas

Os primeiros sintomas – dor de cabeça, febre e fraqueza – aparecem de dois a 15 dias após o contágio. Depois, surgem pequenas e dolorosas feridas com pus nos órgãos genitais, que aumentam progressivamente de tamanho e profundidade. A seguir, aparecem outras lesões em volta das primeiras.

Após duas semanas do início da doença, pode aparecer um caroço doloroso e avermelhado na virilha (íngua), que pode dificultar os movimentos da perna de andar. Esse caroço pode drenar uma secreção purulenta esverdeada ou misturada com sangue.

Nos homens, as feridas aparecem na cabeça do pênis (glande). Na mulher, ficam na vagina e/ou no ânus. Nem sempre, a ferida é visível, mas provoca dor na relação sexual e ao evacuar.

Tratamento

Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa DST, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e indicação do tratamento com antibiótico adequado.

Candidíase

A candidíase é uma infecção causada por fungo do gênero Cândida. A candidíase é uma micose que tem aumentado muito a sua freqüência nos últimos tempos. Constitui-se atualmente em um dos tipos mais comuns de vulvovagininite e é mais frequente na mulher grávida. Atualmente, aceita-se como frequente a transmissão pela via sexual, embora contaminação, a partir do sistema gastrintestinal, seja bastante comum.

A recidiva ou reinfecção constitui-se um problema crucial da candidíase vulvovaginal. Aceita-se como causas importantes de reinfecção a contaminação a partir do sistema digestivo ou a partir do parceiro sexual. Na candidíase vulvovaginal recidivante recomenda-se o tratamento da forma vaginal e intestinal e do parceiro.

Visando melhorar a eficácia da terapêutica, devem ser observadas: higiene íntima diária com sabão neutro e água, ferver roupas íntimas, proporcionar boa aeração vulvar, evitar uso de roupas de fibras sintéticas ou vestimentas apertadas, e afastar tanto quanto possível, os fatores predisponentes.

O sofrimento e a angústia, causados pela recidiva ou persistência dos sintomas, podem produzir desajuste conjugal e necessitar apoio psicoprofilático.

Condiloma Acuminado

O que é?

O condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista, é uma DST causada pelo Papilomavírus humano (HPV). Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV – alguns deles podendo causar câncer, principalmente no colo do útero e no ânus. Entretanto, a infecção pelo HPV é muito comum e nem sempre resulta em câncer. O exame de prevenção do câncer ginecológico, o Papanicolau, pode detectar alterações precoces no colo do útero e deve ser feito de rotina por todas as mulheres.

Não se conhece o tempo em que o HPV pode permanecer sem sintomas e quais são os fatores responsáveis pelo desenvolvimento de lesões. Por esse motivo, é recomendável procurar serviços de saúde para consultas periodicamente.

Sinais e Sintomas

A infecção pelo HPV normalmente causa verrugas de tamanhos variáveis. No homem, é mais comum na cabeça do pênis (glande) e na região do ânus. Na mulher, os sintomas mais comuns surgem na vagina, vulva, região do ânus e colo do útero. As lesões também podem aparecer na boca e na garganta. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar sintomas.

Formas de contágio

A principal forma de transmissão desse vírus é pela via sexual, que inclui o contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Portanto, a infecção pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Para a transmissão, a pessoa infectada não precisa apresentar sintomas, mas quando a verruga é visível, o risco de transmissão é muito maior. O uso da camisinha durante a relação sexual geralmente impede a transmissão do vírus, que também pode ser transmitido para o bebê durante o parto.

Tratamento

Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa DST, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado.

Educação e Tratamento

Se educar da para evitar

As doenças sexualmente transmissíveis são transmitidas de pessoa a pessoa através do contato sexual, portanto é possível evitá-la, bastando, para isso, não manter relação sexual com pessoas portadoras de tais doenças. Algumas pessoas não sabem que são portadoras dessas moléstias, pois não apresentam manifestações evidentes no corpo e por vezes desconhecem estas manifestações.

Diagnóstico e tratamento

Em muitos casos, o médico diagnostica a doença no momento da consulta; são solicitados exames laboratoriais para confirmação diagnóstica. Sempre que possível, os parceiros sexuais devem comparecer à consulta para investigação clínica. Na maioria dos casos, o tratamento é fácil e normalmente as manifestações clínicas desaparecem em curto espaço de tempo.

Gonorréia

No homem inicia-se após um período que varia de 2 a 10 dias do contato sexual, com uma secreção amarelada e viscosa na uretra (canal do pênis), seguida de ardência e dor ao urinar. Já na mulher pode não haver manifestações (forma assintomática), contudo, quando os apresenta, os problemas são traduzidos por corrimento vaginal amarelado, bem viscoso e quase sempre com odor desagradável. Não sendo prontamente tratada, pode  haver complicações.

No homem leva à infeção na próstata e nos testículos. Na mulher, frequentemente é causa de salpingite (infeção nas trompas), que causa fortes dores na barriga. A salpingite pela Gonorreia complica-se com obstrução das trompas, sendo causa de esterilidade (impossibilidade de ficar grávida).

Embora seja raro a Gonorreia pode evoluir para causar lesões em articulações, fígado e até no cérebro.Durante o parto, a mulher com Gonorreia transmite a doença ao bebê, podendo a criança apresentar problemas nos olhos. A Gonorreia é uma das Doenças Sexualmente Transmissíveis mais frequente. O causador é uma bactéria, Neisseria gonorrhoeae (Gonococo).

Herpes Genital

O que é

É uma doença causada por um vírus que, apesar de não ter cura, tem tratamento. Seus sintomas são geralmente pequenas bolhas agrupadas que se rompem e se transformam em feridas. Depois que a pessoa teve contato com o vírus, os sintomas podem reaparecer dependendo de fatores como estresse, cansaço, esforço exagerado, febre, exposição ao sol, traumatismo, uso prolongado de antibióticos e menstruação. Em homens e mulheres, os sintomas geralmente aparecem na região genital (pênis, ânus, vagina, colo do útero).

Formas de contágio

O herpes genital é transmitido por meio de relação sexual (oral, anal ou vaginal) sem camisinha com uma pessoa infectada. Em mulheres, durante o parto, o vírus pode ser transmitido para o bebê se a gestante apresentar lesões por herpes. Por ser muito contagiosa, a primeira orientação dada a quem tem herpes é uma maior atenção aos cuidados de higiene: lavar bem as mãos, evitar contato direto das bolhas e feridas com outras pessoas e não furar as bolhas.

Sinais e sintomas

Essa doença é caracterizada pelo surgimento de pequenas bolhas na região genital, que se rompem formando feridas e desaparecem espontaneamente. Antes do surgimento das bolhas, pode haver sintomas como formigamento, ardor e coceira no local, além de febre e mal-estar. As bolhas se localizam principalmente na parte externa da vagina e na ponta do pênis. Após algum tempo, porém, o herpes pode reaparecer no mesmo local, com os mesmos sintomas.

Tratamento

Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa DST, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado. Não furar as bolhas e não aplicar pomadas no local sem recomendação profissional.

Infecções vaginais

São causadas por diferentes germes que provocam corrimento branco-amarelado ou acinzentado, coceira, dor durante a relação sexual, ardor e odor ativo. Na maioria das vezes, os parceiros sexuais não apresentam sintomas, mas podem ser portadores de tais germes. Por isso, pode ser indicado exame médico e consequente tratamento dessas pessoas.

Linfogranuloma venéreo

O que é

É uma infecção crônica causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que atinge os genitais e os gânglios da virilha.

Formas de contágio

A transmissão do linfogranuloma venéreo ocorre pelo sexo desprotegido com uma pessoa infectada. Por isso, é preciso usar camisinha sempre e cuidar da higiene íntima após a relação sexual.

Sinais e sintomas

Os primeiros sintomas aparecem de 7 a 30 dias após a exposição à bactéria. Primeiro, surge uma ferida ou caroço muito pequeno na pele dos locais que estiveram em contato com essa bactéria (pênis, vagina, boca, colo do útero e ânus) que dura, em média, de três a cinco dias. É preciso estar atento às mudanças do corpo, pois essa lesão, além de
passageira, não é facilmente identificada. Entre duas a seis semanas após a ferida, surge um inchaço doloroso dos gânglios da virilha. Se esse inchaço não for tratado rápido, pode piorar e formar feridas com saída de secreção purulenta, além de deformidade local.

Podem haver, também, sintomas gerais como dor nas articulações, febre e mal estar.

Tratamento

Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa DST, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado, que consiste em uso de antibióticos por tempo determinado

O que é o teste sorológico para sífilis

Sífilis é uma doença causada por uma bactéria, Treponema pallidum, que na maioria das vezes, é transmitida através da relação sexual. O tratamento é fácil e barato, quando realizado em tempo e de maneira eficaz, sendo a cura completa. Inicialmente, apresenta ferida nos órgãos genitais, que não dói e desaparece sem qualquer tratamento. Posteriormente, surgem manifestações na pele, que podem lembrar intoxicação por alimentos ou alergias. Estas também podem desaparecer sem tratamento, o que não quer dizer que a doença tenha sido curada. Ela continua a evoluir, atacando o organismo por dentro e causando lesões importantes, podendo até levar à morte. Tudo isso quando não houver tratamento.

A frequência da sífilis e maior que imaginamos e uma das maneiras de descobri-la e através de um exame: sorologia para sífilis ou sorologia para lues ou VDRL. Este exame detecta e quantifica os anticorpos (soldados de defesa do organismo) que aparecem no sangue em torno de cinco semanas após a contaminação. Portanto, testes realizados muito antes deste tempo podem não ter valor.

Após o tratamento, e necessário que o paciente seja submetido ao teste periodicamente, para se avaliar a eficácia do tratamento.

É comum a pessoa que teve a doença e que fez o tratamento correto apresentar teste reator, (positivo) porém com pequena quantidade de anticorpos. É o que se chama de “cicatriz” sorológica e indica que o paciente teve sífilis, mas está curado.

Nosso Setor faz de rotina a sorologia para sífilis dos pacientes que nos procuram, e que desejam, contribuindo dessa forma para diagnosticar cada vez mais pessoas com a doença e promover a diminuição da incidência da sífilis, doença tão antiga e bastante grave, quando não tratada.

Preservativo feminino

Conhecida como Femidon, a camisinha feminina é um método recente. De 96 mulheres das diversas camadas sociais, 75% gostaram muito, 17,5% dos homens afirmaram que não gostaram nada; do total quase 90% das mulheres e 62,6% dos homens disseram que gostariam de continuar usando o método.

Sua apresentação é parecida com um saco plástico, lubrificado, que deve ser inserido dentro da vagina se adaptando anatomicamente ao colo do útero, não deixando os espermatozóides passarem, no lado de fora fica um anel bem acomodado na região da vulva. Como todo produto contraceptivo há suas vantagens e desvantagens. Como vantagem maior podemos citar a proteção contra as DST, porém sendo um pouco desconfortável, possui colocação demorada e requer um pouco de pratica.

Atenção

Com tantos locais disponíveis fazendo o teste anti-HIV (inclusive o Setor de DST/UFF), e Bancos de sangue, não se justifica o temor de doar sangue. No caso da AIDS, a doação de sangue não representa risco para o doador. É necessário que o doador tenha consciência desses fatos e não transforme uma ação humanitária em risco para o doente que irá receber o sangue. Se o estilo de vida do doador coloca em risco de contágio, deve-se evitar a doação. Por outro lado, se tal risco não existe, não deve-se negar a vida aos que precisam. Não se justifica a procura de um Banco de Sangue, para doação, com a única finalidade de fazer o exame.

Prevenindo o cancer

É fundamental que as mulheres procurem auxílio médico, para, uma vez por ano, serem submetidas a exame ginecológico e exame das mamas. Mesmo as que não mantenham relação sexual, devem fazer preventivo todos os anos. Os homens devem vencer os preconceitos e procurar auxílio médico para exame da próstata a cada um ano, principalmente após os 45 anos de idade.

Não esqueça

Essas doenças podem acometer a todos nós, por isso não fique com vergonha. Não procure um amigo leigo ou uma farmácia, pois isso fará aparecer erros grosseiros no diagnóstico e tratamento. O prejudicado será você.

Procure um serviço de saúde

Não mantenha relação sexual de maneira alguma , caso seja portador de uma Doença Sexualmente Transmissível. Avise o parceiro sexual, caso você apresente algumas dessas doenças, para que ele também possa procurar um médico, sempre. Cumpra rigorosamente o que seu médico aconselhar. Essas doenças podem se agravar muito.

Quanto mais parceiros sexuais um pessoa possui, maior a possibilidade de contrair tais doenças.

O homem pode diminuir o contágio usando preservativo de látex (camisinha). Para os dois sexos, a lavagem com água e sabão dos órgãos genitais antes e após a relação é uma medida excelente. “Camisinha” ou preservativo vem enrolado e tem em sua parte superior uma saliência, onde se depositará o material ejaculado. Deverá ser desenrolado sobre o pênis ereto, mantendo-se a saliência comprimida para retirar o ar antes de se iniciar a relação sexual. Desenrole a camisinha até a base do pênis, deixando-a ainda um pouco enrolada para pressionar e mantê-la segura.

Se você tiver fimose, rebaixe o prepúcio antes de desenrolar a camisinha. Caso você ache que a lubrificação que já vem na camisinha seja pouca, passe mais lubrificante á base de água depois de desenrolá-la.

Não lubrifique o pênis antes de vestir a camisinha. O pênis deve ser retirado ainda ereto da vagina, firmando-se a parte final do preservativo, segurando-a pela base para que a camisinha não fique dentro do parceiro. Depois de retirada, dê um nó e jogue-o no cesto de lixo. Nunca usar o preservativo mais de uma vez. Utilize apenas lubrificantes solúveis em água.

SIDA.AIDS

A Sida/Aids (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida), é uma doença causada pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH ou HIV) que infecta principalmente as células necessárias à defesa do organismo, permitindo que outros vírus, fungos, bactérias ou protozoários causem a morte do indivíduo. O HIV transmite-se através da relação sexual sangue contaminado e por via placentária.

Adoecem mais facilmente:

– Os homens com hábitos homossexuais porque a mucosa do intestino, inclusive o reto, tem receptores para o vírus;
– As pessoas transfundidas com sangue e derivados contaminados, já que uma única transfusão é suficiente para infectar o indivíduo;
– Os usuários de drogas por via venosa que fazem uso em grupo (cocaína, heroína, etc., suprimem fortemente a imunidade);
– Os parceiros sexuais dos pacientes contaminados HIV positivos; as crianças que nascem de mães infectadas;
– As mulheres mesmo não sendo boas transmissora do vírus podem contaminar seus parceiros, contudo são receptoras naturais do esperma contaminado.

O período de incubação varia de algumas semanas a alguns meses, dependendo da via de contaminação. Após este prazo o doente pode apresentar a fase aguda cujos sintomas variam desde uma simples gripe até formas com febre, diarréia, aumento de gânglios, infecções de garganta, fígado e baço aumentados, meningites, etc. Depois de trinta dias, aparecem os anticorpos contra o HIV e o paciente fica sem sintomas, apesar de contaminante, por vários anos, até que fatores externos (outras viroses, outras causas) diminuam a sua resistência, facilitando as infecções oportunistas e os cânceres característicos da Aids.

Os primeiros sintomas desta síndrome podem ser febre elevada e contínua, diarréias intermitentes e prolongadas, emagrecimento acentuado e mais tarde o aparecimento das outras infecções, sendo a mais comum a candidíase oral (sapinho na boca).

O tratamento inclui a manutenção do bem-estar do doente, o controle da multiplicação do vírus, o controle das infecções oportunistas e das neoplasias. Não há até o momento nenhum medicamento que elimine o HIV.

Na prevenção da doença, destacam- se:

– O uso de preservativos (camisinha) e espermaticidas nas relações sexuais com parceiros mal conhecidos;
– A redução do número de parceiros sexuais;
– Fazer teste de cada sangue doado com provas de antígenos e anticorpos do HIV;
– O uso de seringas e agulhas esterilizadas ou descartáveis individuais para quem é dependente de drogas injetáveis; assim como em todas as injeções;
– Facilitar os métodos anticoncepcionais para diminuir possibilidades de gravidez em mulheres infectadas, em idade fértil.

Importante

A Sida/Aids não pega pela convivência em casa ou no trabalho, nem pelo beijo, abraço, aperto de mão, uso de banheiros, toalhas, roupas, talheres, copos e pratos, doação de sangue e picadas de insetos.

Sífilis

Também conhecida com Lues, começa com uma discreta lesão (pequena ferida) nos órgãos genitais (pênis, vulva, vagina, colo uterino) que não causa dor, geralmente única, que aparece 20 a 30 dias após a relação sexual contaminada.

Esta pequena lesão é chamada de Cancro Duro, que desaparece espontaneamente em 1 mês.

Depois de aproximadamente 10 dias do aparecimento do Cancro Duro, surgem caroços nas virilhas (as ínguas) que somem, apesar de não tratadas.

Fica-se algum tempo (30 dias) sem manifestações para então aparecerem manchas avermelhadas na pele, que parecem uma alergia, porém com uma diferença: geralmente não coçam. Daí, então, a doença evolui com aparecimento eventual de alterações na pele e mucosa, principalmente ao redor dos órgãos genitais. Depois de 1 a 2 anos de evolução, a doença entra na fase de latência (ausência de manifestações no corpo).

Depois desse período, a doença pode evoluir para fase tardia, principalmente com lesões no coração e cérebro. A doença só continua quando não ocorre tratamento adequado.

As gestantes com Sífilis podem abortar ou gerar crianças com graves problemas ou mesmo mortas, quando não tratadas.

A Sífilis tem como agente causador uma bactéria espiroqueta, Treponema pallidum. Existe um exame de sangue (sorologia) que serve para fazer o diagnóstico e controlar a cura da doença. O importante é que este exame só fica positivo após 5 semanas do contato sexual contaminante e sua negativação, em muitos casos, só ocorre vários meses após o tratamento.

Em algumas pessoas, este exame pode ficar positivo (em concentração muito baixa) por toda a vida, mesmo depois da cura completa da doença.

É sempre necessário orientação do médico, pois só ele sabe interpretar os resultados de sorologia para Sífilis.

Tricomoníase

A tricomoníase é uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis no trato gênito-urinário da mulher e do homem. É o tipo mais frequente de vulvovaginite na mulher adulta. A via de transmissão principal é o contato sexual, em condições especiais é possível outras formas de transmissão, contudo são estatisticamente desprezíveis.

A tricomoníase é a infecção que mais se associa a outras D.S.T. No homem – Na quase totalidade dos casos é assintomático, mas alguns apresentam quadro clínico típico de uma uretrite não gonocócica acrescido de prurido no meato uretral ou sensação de fisgadas na uretra.

Na mulher – A ausência de sintomas ocorre com frequência nas mulheres infectadas de Tricomonas. Entretanto como estas são capazes de transmitir a doença e a maioria apresentarão manifestações clínicas, devem ser tratadas. O tratamento deve ser simultâneo para os parceiros sexuais. Procure serviços de saúde em caso de duvidas.

Uretrite não gonocócica

Infeção na uretra mas que não é gonorréia pode ser causada por vários germes.

A maioria dos homens com Uretrite não gonocócica apresenta uma leve secreção na uretra (canal do pênis), sente pouca dor e discreta ardência ao urinar.

Pode ser uma doença grave quando não tratada.

A maior parte das mulheres não possui sintomas da doença; porém, elas podem transmitir a moléstia a seu parceiro.