1. Fase do Desejo

Esta fase é uma das que mais recebe a influência do fator cultural, sendo consenso geral que sexo e culpa não se combinam. Mas muitos de nós, mulheres e homens, fomos criados com uma série de tabus e preconceitos contra os quais ainda temos que lutar.

A mulher, muitas vezes, se sente angustiada com o nível do desejo por parte do parceiro, que ou quer mais ou quer menos sexo do que ela. Em geral, o ritmo do homem prevalece. Quando este quer menos, muitas vezes a mulher se “conforma”. Quando ao contrário, ela cede, muitas vezes por temer perder o parceiro ou magoá-lo, enquanto se pergunta: “tenho que”?

Em uma relação estável, a saída seria a flexibilidade – entender que não há um padrão para o desejo. Apesar de difícil ainda para a mulher, a aceitação da masturbação também é salutar, caso seja esta a saída encontrada pelo parceiro, sem que com isto ela se sinta “substituída” ou deixada de lado. É também importante avaliar se a prática sexual do casal a deixa de alguma forma insatisfeita, pois, às vezes, preferências, fetiches e fantasias causam este desencontro no desejo, bem como a rapidez com que ele chega ao orgasmo. Afinal, se o homem consegue seu prazer mais rápido e “abandona” a mulher, é muito comum que ela passe a evitar o sexo, já que o prazer dela não é garantido…

Também é considerada disfunção o comportamento sexual compulsivo – ou hipererosia, vulgarmente conhecido como ninfomania – que é a necessidade de sexo em número exagerado de vezes, a ponto de atrapalhar o cotidiano, amoroso ou profissional, pois a mulher emprega grande parte do seu tempo a procura da situação sexual ou de um parceiro. Com isto, muitas vezes não se medem as consequências e nem se mantém um comportamento de prevenção às DST.

A situação oposta seria a da fobia sexual, com a mulher evitando qualquer possibilidade de atividade sexual, tendo em geral causas psicogênicas.

É importante lembrar que:

1. Entre a fobia e a compulsão sexual, existem vários níveis intermediários, inclusive o desejo sexual “normal”;

2. Apesar do desejo ser importante para a obtenção do orgasmo, é perfeitamente possível para a mulher manter relações sem desejo.

Um dos recursos para incrementar o desejo no casal é o apelo para a fantasia que, no entanto, pode por vezes gerar conflitos para o casal.

Às vezes surge uma discordância básica: deve-se realizar ou não a fantasia? Os especialistas concordam que, mais uma vez, não há regras e nem obrigatoriedade de realização. Seria até contra indicado se uma das partes estiver reticente. Afinal, há um risco ao se abrir um horizonte muito diferente do habitual. Na fantasia, se controla tudo: a iluminação, os sons, os gostos, as imagens.

O casal que parte para realização deve ter muita certeza do vínculo que tem e estar pronto para momentâneos desequilíbrios. E mais: respeitar o outro, sem nunca avançar os limites colocados.

As parafilias são também consideradas disfunções por terem caráter exclusivistas, que impedem variações de comportamento sexual, inclusive coito: podofilia, sadomasoquismo, pedofilia, fetichismos, voyeurismo, exibicionismo etc.

2. Fase da Excitação

O desejo pode ser desencadeado por estímulos internos ou externos; o simples fato de vermos alguém que nos atrai ou sentir o cheiro dessa pessoa pode ser suficiente para o desencadear.

O modo como pensamos e nos sentimos física e emocionalmente influenciam o desejo, sendo este variável de pessoa para pessoa e em diferentes momentos ao longo da vida. Biologicamente está dependente, nos dois sexos, dos níveis sanguíneos de testosterona.

A Segunda Fase do Ciclo Sexual ocorre quando o corpo passa a responder fisiologicamente frente aos estímulos que dispararam o desejo sexual. Ou seja, a excitação é a resposta do corpo ao desejo. No homem, a excitação é demarcada pela ereção (quando o pênis fica rijo). Duas alterações fisiológicas são as principais protagonistas nessa fase. A congestão vascular, que é o aumento da quantidade de sangue superficial e/ou profunda acumulada em alguns órgãos do aparelho genital e extragenital masculino, e a miotonia, que é a crescente e involuntária contração de fibras musculares.

Mas a resposta sexual masculina não aparece apenas nos genitais, como a maioria das pessoas acredita. Também nos homens há um continuum de todo o corpo frente aos estímulos. Aparece na pele, que fica avermelhada, tipo manchas (rubor sexual), e nos mamilos, que podem ter aumento de sensibilidade e até uma pequena ereção. A pressão sanguínea, a frequência cardíaca e a respiratória sofrem aumento quando comparados ao estado sem excitação sexual. Ocorrem contrações musculares irregulares nos órgãos próximos aos genitais, como no reto (região anal), na uretra e na bexiga.

O aparelho genital masculino propriamente dito é constituído pelo pênis e os órgãos acessórios reprodutivos, como os testículos (“saco”), a próstata e a vesícula seminal. Dentro do pênis existem três corpos cilíndricos de tecido erétil (muscular). Dois são chamados de corpos cavernosos, e o restante, de corpo esponjoso. O corpo esponjoso envolve a uretra, por onde sai a urina e o esperma (ejaculado).

Na mulher, a excitação é demarcada pela produção de uma secreção responsável pela lubrificação vaginal. Duas alterações fisiológicas são as principais protagonistas nessa fase. A congestão vascular, que é o aumento da quantidade de sangue superficial e/ou profunda acumulada em alguns órgãos do aparelho genital e extragenital feminino, e a miotonia, que é a crescente e involuntária contração de fibras musculares.

Mas a resposta sexual feminina não aparece apenas nos genitais. Ela é um continuum de todo o corpo frente a estímulos. Aparece nos seios (mamas), com um pequeno aumento de seu tamanho e com a ereção dos mamilos. Há também o rubor sexual, quando a pele fica mais avermelhada, e tanto a pressão sanguínea quanto a frequência cardíaca e respiratória tendem a aumentar. Ocorrem contrações musculares nos órgãos próximos aos genitais, como o reto (região anal), a uretra e a bexiga.

O aparelho genital feminino propriamente dito é constituído por órgãos externos e internos, sendo eles: o clitóris, os grandes e pequenos lábios, a vagina e o útero. Todos esses órgãos vão sofrer as mesmas alterações fisiológicas de vaso congestão e miotonia. Tanto o clitóris, quanto os pequenos e grandes lábios aumentam de tamanho, ficando edemaciados e avermelhados. Os grandes lábios se retraem deixando a entrada da vagina livre. O clitóris fica protegido sob um prepúcio (pele) e a vagina passa a produzir uma secreção parecida com a saliva por um fenômeno semelhante a transudação (uma espécie de suor da parede vaginal; muitos, erroneamente, acreditam ser a ejaculação feminina). Há sensação de contração muscular irregular desses órgãos internos.

3. Fase do Orgasmo

Esta é a última Fase do Ciclo da Resposta Sexual. O orgasmo, o êxtase, o gozo ou ápice de prazer no homem é atingido quando ocorre a liberação total das tensões antes retidas, acompanhada de uma contração muscular rítmica, com emissão do esperma: a ejaculação. O interessante é que esta se dá em dois estágios, No primeiro, há a expulsão efetiva do líquido seminal (sêmen) dos órgãos acessórios de reprodução – próstata, vesícula seminal e canal ejaculatório – para a uretra. No segundo estágio, há a progressão desse líquido por toda a extensão da uretra até o meato uretral, que é o orifício na cabeça do pênis por onde sai também a urina. Acompanha-se de todo esse processo, a sensação subjetiva de profundo prazer,

Após o orgasmo, o homem tem o que se chama de Período Refratário. É um tempo de relaxamento necessário para que ele possa reiniciar novamente atividade sexual. Nos jovens, esse período pode ser de segundos, nos mais velhos, de horas a dias.

Na mulher, a profunda vasocongestão do clitóris, pequenos e grandes lábios e do terço inferior da vagina denominamos Plataforma Orgástica. Pode ocorrer uma contração muscular prolongada e espástica de 4 a 5 segundos nesta região antes de ocorrer a descarga orgástica. O orgasmo acontece: há uma explosão de contrações rítmicas e involuntárias na Plataforma Orgástica a uma frequência de aproximadamente 12 vezes, a cada 0,8 segundos. O interessante é que a mulher, logo em seguida, pode ser novamente estimulada e ter mais que um orgasmo. Essa capacidade multiorgástica da mulher não é encontrada nos homens, que precisam de um tempo após a ejaculação para iniciar outro ciclo de resposta sexual (tempo denominado Período Refratário).